Sexta-feira, Maio 22, 2009

POR QUE? O PORQUÊ? PORQUE...

" E tu partiste e te odiei.
E quando te odiei me desprezei.
Roguei por teu regresso.
Implorei por teu sumiço.
E gritando, suspirava e chorava.
E naquele vai-e-vem
de raiva, dor e saudade
tudo entendi:
era o fim."
(Esyath Barret)

Queridos leitores e amigos blogueiros, passei por mais um lapso criativo que me manteve afastada deste espaço que tanto adoro e de vocês. Mas retorno com força total. Em momento algum os esqueci ou deixei de visitá-los. Apenas me mantive nas sombras de Gotham City, vendo vocês escreverem, produzirem e arrancarem de mim admiração, surpresa, tristeza e uma sucessão infinita de bons ou surpreendentes sentimentos com seus versos, sátiras, críticas, contos, hai-kais... e afins... Acho que publicar o livro mexeu mais comigo do que eu supus que pudesse acontecer... Após minha formatura, e a pressão social de tudo o que ando vivendo... acabei passando a crer que havia esquecido a razão de escrever e de amar escrever... Mas agora me lembrei porque sempre escrevo, verso, conto, historio e romantizo com as letras... Na próxima Entrevista com a Minha Mente... talvez fale um pouco sobre esse momento tão pessoal...
P.S.1:Estarei respondendo aos comentários e visitando a todos.
P.S.2:E só para constar... a foto foi tirada por mim... e me inspirou ambos os versos... tanto os ditos na epígrafe pela bela donna... quanto os dito logo abaixo pelo nostálgico amante... Trata-se de mais uma História (Des)conexa contada em versos...

Beijos (Des)conexos!
Esyath Barret

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A dama que me amou...

Um fio dourado em preto-e-branco se transformou...
E os cabelos perderam o ar selvagem para um coque comedido...
E tua mão que um dia me tocou... Perdeu-se apenas em teu pescoço...
E hoje, neste quadro.... Não reconheço esta Monalisa...
Uma que me dá as costas... E me obriga a indagar:
Fazes isso com prazer por desprezar-me?
Esquecestes-me com lágrimas nos olhos?
Ou puramente... não mais sabes quem sou?
***
Esyath Barret

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

EU POSSO CHAMAR ESTE LIVRO DE NOSSO?

"E o sonho de ser lida é real.
E a vontade de ser admirada... torna-se possível...
Estou falando de mim ou de toda a humanidade?"
(Esyath Barret)

Era uma vez...

uma típica garota sem-noção que acalentava o sonho de ser escritora... um belo dia uma admirável mulher conhecida por aqui como
LOBA, a convidou para participar da publicação de um livro, escrevendo no mesmo, e assim, a jovem típica garota sem-noção, prática e ao mesmo tempo romântica em excesso (Isso é uma censura velada!?) realizou seu sonho de saber que outras pessoas poderiam ler aquilo que a sua mente (des)conexa era capaz de produzir na forma de letras e de várias histórias... Surgindo assim um livro exótico e intenso chamado “LETRA CRUA NA PELE NUA”, onde vários escritores puseram suas histórias com o intuito de aquecer almas-ávidas-por-paixão em uma instigante literatura erótica...
O fim da história? Ah... bem é que o livro está logo acima como se percebe... e quem quiser adquiri-lo para saber o que uma jovem apaixonada e inexperiente conseguiu imaginar... e dizer... só precisa comprá-lo entrando em contato com a mesma...
por aqui em seu email: esyathbarret@hotmail.com. Mais informações na Editora.

Beijos (Des)conexos!

Esyath Barret

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Todos os autores, a seu modo, buscaram demonstrar paixão, romance, prazer... mas o que pode-se vislumbrar aqui é que relataram histórias que fazem de nós seres humanos... sempre dispostos a amar... ou a sermos amados...


Alguns trechos do livro...


Esyath Barret - “A primeira vez em que o vi, senti-me hipnotizada, seus olhos azuis, frios como o Atlântico, me atraíram irracionalmente, me incitando a ter vontade de mergulhar neles...”

“Supus que ele não me encontraria, porém a verdade é que me acharia mesmo que eu estivesse no inferno, uma vez que ele estava no meu coração...”

“Quando imaginei que não havia mais o que pudéssemos compartilhar, ele se uniu a mim de corpo e alma, me fazendo cravar as unhas nele na primeira investida pela dor que senti, parecia que a minha carne se despedaçava por dentro, me fazendo abafar um grito entre os dentes, a ponto dele me olhar nos olhos e saber a verdade que não precisava ser dita: ele era o primeiro a me tocar.”

Igor K. Maciel - "Meu colchão é pequeno para o que quero fazer contigo, meu talento insignificante para te impressionar como gostaria, minhas paredes são finas para abafar teus gritos, meu vocabulário é limitado para descrever o prazer que me dás e, mais que tudo, minha vida é muito curta pelo tempo que eu quero passar ao teu lado..."

Adelaide Amorim - "O desejo dele se fortalecia, era palpável, atravessava seus caminhos, penetrava por seus poros e já quase a escravizava, enquanto mergulhava na escuridão riscada de gritos que a deixavam..."

Aline Belle - "Senti meus dedos titilarem, querendo tocá-lo, fazê-lo meu. Segurar, tatear e sentir sua solidez. A dúvida era se devia ou não quebrar minhas promessas em manter distância, desfazer meus planos, perder todo o resultado que já havia atingido, superar outra vez as crises de abstinência..."

B. - "Amavam-se primitivamente, naquele momento apenas eles dois e o amor de ambos existiam, não havia mundo, não havia obstáculos, não havia impedimentos, nada havia, apenas o que sentiam..."

Dama de Vermelho - "Esbarrar nele todos os dias fazia mal a minha pele. Eram arrepios tão profundos que os poros se abriam incontinentes. Olhá-lo nos olhos, nem pensar. Não sabia o que ele causava em mim, como deixar que ele soubesse?..."

Dira Vieira - "Poderia dizer o nome dele publicamente? Certamente que o mundo romperia em dois e cairia sobre a sua cabeça. Doida. De pedra. Era assim que Suely se xingava ao espelho. Culpando até a última geração pelos calafrios que sentia toda vez que pensava nele..."

Srta. Bia - "Trancou a porta. Ele estava fumando. Ela detestava esse hábito, mas gostava do cheiro. A sala era iluminada pela penumbra da noite. Feixes azulados refletiam pela cortina.
– Tire a saia!
- Não!..."

Zeca - "Sabia que aquele corpo de sombras desejava e amava o seu. Sua vontade era entregar-se sem luta e deixar-se amar e possuir totalmente, sem perguntas, sem respostas..."

The End.

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

UMA HISTÓRIA QUALQUER DE AMOR E TAL...

" Me escondo de ti em uma tola máscara.
Mas não estaria tua máscara... me escondendo ainda mais de ti?"
(Esyath Barret)

A CRISE DA DÚVIDA

Por Esyath Barret

- E se o final não for feliz para sempre?
- Nunca teremos como saber!
- Se nunca saberemos... é porque não chegaremos ao final?
- Não, é apenas... porque o final não existe... afinal, não é para sempre?
- Então... nos amaremos eternamente?
- Nós nem sabemos se nos amamos!
- E como... poderíamos saber?
- Tentando oras...
- Ou se sabe se ama, ou se sabe que não se ama. Não existe esse negócio de tentar... Você me ama ou não?
- Eu posso dizer que sim! Todo mundo fala isso o tempo todo. Mas seria indecente...
- Por quê?
- Porque o amor só deve ser confessado quando a certeza existir... e isso só acontece com o tempo e com a convivência...
- Ufa!
- Que foi?
- É que eu estava com medo... de confessar que também não sabia se te amava...
- O QUÊ? VOCÊ NÃO ME AMA?
- Mas... você disse...
- Eu falei genericamente. Não estava falando sobre nós...
- NÃO????? NÃO FOI O QUE PARECEU!
- NÃO GRITE!
- VOCÊ GRITOU PRIMEIRO!
- Desculpe... talvez devêssemos discutir a relação...
- E não é o que estamos fazendo?
- Não... estamos apenas passando por uma crise econômica...
- Econômica???????
- Claro... estamos economizando nossos sentimentos... nos poupando da verdade...
- Que verdade?
- Talvez... temamos... não nos amarmos... ou pior... não sermos amados...

Simeão vê lágrimas nos olhos de Magdalena, a abraça e diz:

- Eu... te amo Lena.
- E se não for verdade?
- É claro que é... agora tenho certeza... e nunca mais quero ser o responsável por suas lágrimas.
- E nem eu... Simeão... quero ser a responsável... por sentir que o forcei a alguma coisa...
- Como assim?
- Acho que você afirma me amar, para ser poupado do incômodo de me ver chorando. Acho melhor... nos afastarmos...
- NÃO LENA! POR FAVOR!
- Eu não posso ficar ao lado de um homem...
- QUE TE AMA COMO EU???????
- Mas... e se eu não o amar?
- Não importa... desde que eu consiga te fazer feliz. Isso sim me importa!
- Simeão... você ficaria comigo... mesmo sem eu te amar?
- Sim Lena. Desde que você seja realmente feliz... – Afirma ele sério, fitando-a nos olhos...
- Eu também te amo Simeão. Muito. Jamais questionarei nossos sentimentos novamente.

E assim, o jovem casal de enamorados... concluiu que a certeza surge quando deve surgir, nem antes, nem depois.

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Estou grata a todos pelos comentários do post anterior e por terem aparentemente apreciado o poema que eu aparentemente escrevi sem tolerar. - risos - Estou linkando alguns de vocês e claro... respondendo a todos os comentários.

Beijos (Des)conexos!

Esyath Barret

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

E SE O QUE DESEJO NUNCA ACONTECER? O QUE SERÁ DA ESPERANÇA?

Os dias passam, o sol continua a brilhar,
e seu calor me aquece com a mesma força
de ti em minhas memórias.
(Esyath Barret)
Hoje publico um verso que escrevi há alguns dias, na verdade não foge do tema do blog, pois se trata de uma típica história (des)conexa:
Uma eterna romântica que nunca cansa de esperar por seu amado, e que em versos curtos, conta sua história e sua angústia... as vezes nós... seres humanos... nos apaixonamos por ideais... que jamais se tornam reais... e as vezes... o real desaparece... permanecendo sua forma apenas em nossas recordações... e com o tempo... tememos acordar... e entender que nada daquilo foi realmente real... Mas quem nunca esperou seu amante um dia, temendo que ele jamais viesse que atire a primeira pedra!
que os sonhos de todos nós em 2009 se realizem!
TEMER

Temo dormir
e nas profundezas
do sono te perder.
Temo acordar
e na claridão
do real te esquecer.
Temo a temeridade
de tua inexistência.

Esyath Barret
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QUE A FELICIDADE QUE SINTO HOJE SE ESTENDA A TODA A HUMANIDADE...
OBS1.: TODOS OS COMENTÁRIOS DO POST ANTERIOR FORAM RESPONDIDOS!
OBS2.:OS DESTES ESTÃO SENDO RESPONDIDOS A MEDIDA QUE COMENTAM!
OBS3.:OBRIGADA PELOS BONS VOTOS DE UM ANO NOVO FELIZ. DESEJO O MESMO A TODOS.

Sábado, Dezembro 13, 2008

QUEM É REALMENTE ESSA MENINA CHAMADA MENTE?


Todos temos dois lados e duas respostas.
Mas qual deles aceitamos realmente?
(Esyath Barret)
Estive pensando várias vezes sobre a minha mente. Ela é uma protagonista com história própria, independente, mas ao mesmo tempo, só consegue se verbalizar através de uma aliada, a minha boca, quando expresso palavras sussurradas ou em voz alta. É voluntariosa, arrogante, sagaz, filosófica, puritana, liberal e preconceituosa, uma mademoiselle paradoxal. Como alguém pode ficar presa em um tal de meio-termo? Este é o caso de minha mente... uma boa amiga e uma terrível inimiga...Querem ver? Vamos à segunda entrevista...
Srta. se considera capaz de amar?

Resposta: sim, mas não da maneira generosa e utópica que os poetas versam. Busco ver quem amo feliz, mas como o faço a meu modo, estou certa de que sou egoísta, pois por mais que passe por cima de minhas próprias necessidades, não aceito críticas e censuras, agindo do modo que me convier, mas desde que o método adotado jamais fira a minha consciência e meu bem-estar.

Srta. o amor não é um sentimento generoso e oposto ao egoísmo?

Resposta: sim, é generoso, pois luta acima de tudo pela felicidade dos amados, mas não é contrário ao egoísmo, pois é um sentimento que tem uma lógica própria e não se adapta a novas idéias, ou seja, age com arrogância, crendo que sabe o que é conveniente e necessário para si e para o ser amado, e não seria a arrogância uma das muitas variações do egoísmo?

Srta. acha que a generosidade do amor está em abrir mão do ser amado para vê-lo feliz a qualquer custo, caso seja necessário?

Resposta: não, a generosidade reside na luta diária do ser humano se esforçar para encontrar um meio de ser feliz e claro, de fazer o ser amado feliz. Agora, quando o homem abre mão de alguém que ama por estar certo de que esta pessoa será mais feliz ao lado de outra pessoa, sem lutar para que esta seja feliz a seu lado, não está sendo generoso, mas, covarde por se recusar a enfrentar as dificuldades, fraco, por se menosprezar quando crê que é incapaz de fazer aquela pessoa feliz, e, extremamente arrogante, uma vez que se recusa a aceitar novos pensamentos e idéias que sejam distintos daqueles em que crê, logo, não pode ser considerado um mártir, mas um completo tolo egoísta.

Srta. então quem é que pode ser considerado um herói?

Resposta: meu bem, esta resposta é uma das mais simples! Aquele que luta bravamente para convencer o ser amado, de que é o único capaz de fazê-lo feliz, mas que é plenamente capaz de reconhecer que perdeu este duelo, e ainda assim, ser digno o suficiente para aceitar que não foi insuficiente para esta ou aquela pessoa, mas que todo o amor que existe em seu coração ainda não encontrou o amante certo. Aliás, como não há gravado em si como uma tatuagem o amante certo, é preciso se tentar descobrir quem é seu par perfeito de algum jeito, e que modo melhor há de se encontrar esta resposta, senão ir tentando amar os que cruzam nossos caminhos!?

Srta. o amor pode ser considerado um duelo?

Resposta: sim, pois cada um dos lados, tenta mostrar seu jeito de amar, e ambos devem andar unidos, e não em lados opostos, mas até que as pessoas compreendam isso, vão tentando submeter o ser amado a suas vontades e maneirismos. Além disso meu bem, não deixa de ser um duelo também sob outro prisma: o ser humano tenta lutar contra o amor, não aprecia se submeter a ele, pois teme encontrar em si grandiosidade e claro, mudar totalmente seu jeito de pensar, sentir e viver. Mas todos de algum modo, um dia se rendem. Seja amando a família, ou um completo estranho sem vínculos sanguíneos. Aliás considero este o amor mais interessante...

Srta. que tipo de amor é mais interessante?

Resposta: o amor que busca a alma que nos predestinada. Amar a família é muito fácil, pois crescemos com ela, ela nos protege, educa, em geral, mesmo quando discordamos dela, está lutando por nosso bem-estar, então isso é até mesmo comum demais, pois somos programados genética e socialmente para amarmos nossos pais, irmãos e parentes de um modo geral. Agora... amarmos aquelas pessoas que cruzam nossas vidas, mas que não temos a menor idéia de onde vieram, ou para onde realmente vão, apenas porque elas são como são, é... difícil, extremamente humano e nobre.

Srta. já amou alguém de verdade?

Resposta: sim, a minha mãe e os meus irmãos. Mas este é um daqueles amores genéticos, então não conta...

Srta. ninguém mais despertou sua capacidade humana de amar?

Resposta: não, e mesmo sendo prática o suficiente para saber que isto pode nunca vir a acontecer, eu continuo a esperar... e de um modo sutil e pouco prático... a procurar. Acredito que sou capaz de amar, mas sinto que apenas se uma pessoa de um coração realmente forte e instigante, em mim, esta capacidade despertar.

Srta. qual a razão de nunca ter amado, ou de acreditar que o amor existe?

Resposta: meu bem, esta é uma outra longa história...
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Meus amigos, sinto sinceramente ter me afastado da blogosfera, mas é que estou me formando e a minha monografia estava me roubando todo o tempo livre, além de angustiar minha mente, pois eu temia não conseguir terminar, mas para felicidade geral da nação, deu tudo certo, consegui escrever, apresentar oralmente o trabalho, e com um digno 9,5, passar!
No próximo dia 23 colo grau e até lá, apenas me dedicarei ao que der prazer, e claro, aos cansativos preparativos para as festas! Estou respondendo a todos os comentários que aqui deixarem e visitando vocês que tanto admiro, aos poucos! Espero que esta entrevista honesta comigo mesma e postada acima seja uma forma digna de retornar à minha maior paixão: a escrita.
Beijos (Des)conexos!

Quinta-feira, Setembro 18, 2008

UMA CONVERSINHA

"O ser dito humano, deve crescer e amadurecer. E jamais morrer como um monstro alienado que sangra com a própria crueldade."
(Esyath Barret)

"Uma conversa banal que explica porque inexiste diálogo em certos lares brasileiros...

Filha: - O que você acha de adoção de crianças da parte de um casal de homossexual?
Mãe: - Imoral!
Filha: - Por quê?
Mãe: - Porque eles serão péssimos exemplos de conduta.
Filha: - Mas existem tantos heteros imorais, mentirosos e instáveis. É melhor uma criança morar na rua ou em um orfanato qualquer, do que ter um lar seguro, cheio de amor, com acesso a educação e saúde, apenas por que os pais são gays?
Mãe: - Influenciarão as crianças...
Filha: - Pois eu acho que apenas devem ser conscientizados para não explicitarem carinhos nas frentes das crianças, pois não acho bom que os pequenos vejam isso, já que uma criança geralmente repete o modelo de comportamento que vê e se vir um casal de homens ou de mulheres se beijando, achará que apenas aquilo é normal, logo, não terá discernimento para escolher se quer ser hetero ou homo... Pode ser preconceito pensar assim, mas é isso o que eu acho...
Mãe: - Minha filha, homossexuais, dão pra tudo que não presta...
Filha: - Eu não concordo! Acho que serão muitas vezes até pais melhores que os heteros, principalmente porque como sofreram na pele o preconceito e a repressão não apenas da sociedade, mas muitas vezes dentro de sua própria família de origem, terão a paciência de tentar compreender seus rebentos através do diálogo...
Mãe: - SE VOCÊ PENSA ASSIM, ENTÃO POR QUE NÃO VIRA UMA TAMBÉM!????? OU ASSUME QUE É UMA!?????
Filha Pensando: “Eu não sou homossexual! Apenas acho que devemos tentar respeitar as diferenças e sobretudo, aceitar a realidade que nos cerca e não tentar ignorar, ou condenar a novidade porque não a conhecemos! Não compreender o que leva uma pessoa a escolher ser diferente do padrão, não ter certeza se trata-se de um desvio de conduta ou de uma mera orientação sexual não dá a ninguém o direito de ofender ou de magoar as pessoas, apenas porque elas são homossexuais, bissexuais, transsexuais ou afins... Eu não gosto das sapatões, simpatizo com os gays, prefiro não andar agarrada com nenhum dos dois, mas nem por isso deixo de respeitá-los ou de levar em consideração que são seres humanos. Meu preconceito existe, mas eu tento combatê-lo a partir do momento em que pelo menos reconheço que hoje em dia é normal ser diferente!”"
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Senhores, estou em semana de provas e por esta razão não tenho aparecido no orkut, no msn, ou nas páginas de vocês, mas li todos os comentários e ouso dizer que gostei de todos. Alguns foram respondidos, outros, serão em breve, pois todos foram dignos de respostas. Eu jamais pensei que uma entrevista com a minha mente, pudesse fazer tanto sucesso. Esse micro-conto postado, também tem o intuito de mostrar que precisamos vencer a barreira do preconceito, do medo e da hipocrisia rumo ao progresso, se realmente desejamos que a raça humana tenha paz. Nada como saber respeitar as diferenças. Eu sou anormal apenas por que sou filha de pais divorciados? Por que posso me sentir no direito de julgar alguém apenas por sua escolha profissional, por sua etnia, por seus valores morais ou por sua orientação sexual?
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a vida é solitária sem os amigos...
PARA A SRTA. LILÁS:
amizade é eterna quando é verdadeira
Índia, 19 de setembro de 2008.
FELIZ ANIVERSÁRIO!
Pensa que esqueci teu aniversário? Jamais me esquecerei de ti, a minha melhor amiga, pois juntas ultrapassamos as barreiras virtuais, aceitamos nossas diferenças mesmo que estas possam nos irritar em algum momento, e passamos para a esfera real. Sem querer rimar ou brincar de poetisa, te confesso que fico tremendamente feliz por ser teu aniversário, pois se numa data tão única, não houvesses nascido, nossa amizade não existiria, e eu não seria a pessoa melhor na qual me transformei após te conhecer. PARABÉNS MINHA IRMÃ-AMIGA! TE ADORO! Estarei sempre aqui, do teu lado, mesmo que eu fale mais que ti, mesmo que tu zombes mais de mim, do que eu de ti.
Beijos (Des)conexos! Abraços Apertados.
Esy
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FELIZ ANIVERSÁRIO!
CONGRATULATIONS!
Índia, 21 de setembro de 2008.
FELIZ ANIVERSÁRIO, ENVELHEÇO NA CIDADE...
Descobri teu aniversário através de um post-confissão, onde tu colocaste parte de tuas jovens inseguranças e francas opiniões, e só posso confessar-te que sinto-me em muitos momentos de modo semelhante. Alguém certa vez me disse que as dúvidas fazem parte da estrada rumo às respostas, pois de que adiantaria termos certezas, se estas não fossem precedidas pelas buscas aventurosas que surgem nas dúvidas? Aquela antiga história de que a vida se ajeita por si só é lenda, mas somos jovens, e temos uma vida inteira para provarmos nossas próprias teorias. PARABÉNS! Que tenhamos ambas ainda, muitos aniversários para comemorarmos... como o Matusalém. – risos.
NADA COMO A SABEDORIA TRAZIDA PELA IDADE....
Beijos (Des)conexos! Abraços Apertados.
Esy

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

QUEM É ESSA MENINA CHAMADA MENTE?

"E diante do espelho podemos enfrentar nossos demônios."
(Esyath Barret)

Estive pensando sobre a minha mente. Ela é uma protagonista com história própria, independente, mas ao mesmo tempo, só consegue se verbalizar através de uma aliada, a minha boca, quando expresso palavras sussurradas ou em voz alta. É voluntariosa, arrogante, sagaz, filosófica, puritana, liberal e preconceituosa, uma mademoiselle paradoxal. Como alguém pode ficar presa em um tal de meio-termo? Este é o caso de minha mente... uma boa amiga e uma terrível inimiga...
Querem ver? Vamos à entrevista...

Srta. o que a senhorita pensa do ser humano?
Resposta: é egoísta, amargo, ambicioso, desonesto, mas inteligente, amável e belo.

Srta. por que acha que o homem tem um lado sombrio tão explícito?
Resposta: porque todos os dias vejo atos brutais cometidos pelos ditos humanos.

Srta. por que acha que o homem é desonesto?
Resposta: porque ele geralmente defende ideais belos, justos, decentes, compreensivos e desapegados, mas não costuma seguí-los, e quando o faz é puro teatro, para conquistar admiração alheia...

Srta. em que acredita?
Resposta: em um ser humano capaz de se assumir exatamente como é, encarando suas qualidades e defeitos sem medo ou preconceito, aceitando sua natureza como algo normal, sendo ainda possível esforçar-se para eliminar seus erros não os repetindo...

A Srta. se julga uma humana honesta e justa?
Resposta: querida, a justiça é algo difícil de se definir, pois costumamos utilizar a palavra com freqüência, mas os parâmetros que usamos para compreendê-la são mercenariamente pessoais e enquanto eu me submeter a esta influência social, não serei capaz de ser moralmente justa. Enquanto eu não me assumir exatamente como sou, sendo sempre franca no que tange minhas ações, sentimentos e opiniões, e me aceitando como sou, ouso afirmar que não sou e nem serei honesta. E a honestidade parcial é mais vagabunda do que a completa desonestidade.


Srta. acredita que o ser humano é capaz de amar?
Resposta: sim, todos, sem exceção! Apenas não sabem admití-lo e administrá-lo. Talvez o ser humano tema saber que pode ser herói de sua própria história... tema conhecer a grandiosidade de sua alma, perdendo a certeza de que não precisa acalentar um lado negro eternamente...

Srta. gosta de amar?
Resposta: querida, esta já é uma outra história...

Continua...