Quinta-feira, Novembro 05, 2009

AFINAL QUEM É ESSA MENINA CHAMADA MENTE?

"Pensamos que sabemos quem somos.
Mas no fundo, há um reflexo interior,
que apenas nossa alma consegue enxergar.
E então, quem é herói torna-se vilão.
Quem é mal, torna-se bom.
Mas a alma... conhece a verdade
que nossos pobres olhos não podem ver."
(Esyath Barret)
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Meus queridos amigos, novamente estive afastada... desta vez... por pura falta de inspiração. E já que as boas idéias me fugiram, pensei em retomar a antiga história das entrevistas... afinal sabemos que no fundo, bem no fundo, não nos conhecemos de verdade... mas se formos francos... o que poderia acontecer? Talvez... apenas por um momento... pudéssemos conhecer estes estranhos que somos nós e que insistimos em ignorarmos...
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A senhora se considera uma mulher forte?

Resposta:
Sinceramente não. Meu temperamento é forte, mas sou uma pessoa frágil, dependente emocionalmente da previsibilidade e acima de tudo, extremamente insegura.

Que virtudes a senhora julga ter?

Resposta:
Querida, infelizmente não sou virtuosa. A virtude é uma característica inerente aos homens santos. Diga-me, quem você considera santo hoje em dia? O papa que apóia a Opus Dei, chegando a tê-la liderado, mesmo sabendo que ao contrário do ela prega, persegue pessoas usando métodos pouco gentis? Xuxa que já protagonizou filmes pornográficos? Roberto Carlos que andou sendo processado por plágio? Os bispos da Record?

Então a senhora não acredita na bondade?

Resposta:
Meu bem, eu acredito que algumas pessoas demonstram bondade em casos específicos, como a mãe que carrega no ventre um ser indefeso, arriscando a própria vida para trazê-lo ao mundo, ou o padre que tenta através de pregações, incitar as pessoas a não perderem a fé, ou ainda, o casal de heterossexuais que adota um órfão.

Isso não seria a virtude?

Resposta:
Meu bem, a virtude é uma qualidade eterna. Quem age virtuosamente por instantes, não é virtuoso. É um ser humano, tão comum quanto qualquer outro.

O que a senhora quer dizer com isso?

Resposta:
Que ser humano, é ser bom e ser mau. É ser gentil e em seguida egoísta. É ter qualidades e defeitos. Já a virtude, é algo divino, que pertence aos santos.

Então, a senhora acredita que os santos existem?

Resposta:
Claro. Pense em Maria. Sem entrar no mérito da religião, mas que pessoa em sã consciência acompanharia o calvário do próprio filho sem dar fim a própria vida? Isso sim é ser virtuoso. E depois de tudo isso, não demonstrou ódio pela humanidade. Ou por acaso você ouviu falar em algum atentado terrorista que ela tenha causado? Não, aquela mulher realmente era uma pessoa virtuosa.

Entendo. Então... diga-me uma coisa. Que qualidades a senhora julga ter?

Resposta:
Minha querida, esta é uma pergunta cruel. O que as pessoas julgam na minha pessoa ser uma qualidade, são coisas que na verdade são meus piores defeitos. E o que é considerado defeito... é algo que aprecio, pois sei que faz parte de mim e me torna quem sou.

Como assim?

Resposta:
Não odiar é algo que me faz mal. O ódio é sadio, te ajuda a não permitir que as pessoas novamente te façam sofrer. É sempre um bom motivador. E isso é algo que não tenho. Julgo isso uma péssima qualidade. Somando isso, a minha tendência de ser piedosa, de me compadecer com as pessoas, acabo por tornar-me uma presa fácil para que me façam de gato e sapato. E ser emotiva, é algo pior ainda. Se fosse uma pessoa prática como um robô, meramente racional, não me deixaria abalar pelo sofrimento alheio, permitindo que as pessoas me manipulem.

Isso quer dizer que a senhora acha que não ser capaz de odiar, ser piedoso e amoroso defeitos?

Resposta:
Exatamente! Claro que não creio que as pessoas devam odiar, agir impiedosamente e sem sentimentos sempre! Mas ser capaz de equilibrar isso com bons sentimentos te torna uma pessoa com maior capacidade de raciocinar, de ser objetivo, independente emocionalmente e controlado.

Entendo. E por fim, que qualidades a senhora supõe então ter?

Resposta:
Ah, meu bem, o sarcasmo, a ironia e a temperamentalidade são verdadeiros predicados para mim. O sarcasmo e a ironia me ajudam a lembrar que não preciso sofrer com o egoísmo alheio ou com a maldade das pessoas para comigo. Pelo contrário, de algum modo, incita o egoísmo em mim, o que me permite ser humana. E neste momento, quando me dou ao luxo de ser egoísta, faço questão de ser sarcástica e irônica para devassar diante das pessoas e de meus próprios olhos, o quanto, esta ou aquela conduta é nefasta. Por outro lado, sei que muitas vezes, ajo exatamente como aquela pessoa que antes critiquei, e isso é algo que me torna humana. Permite-me ver que estou sempre errando e aprendendo com isso. Torna-me mais sábia. Já a paixão... é algo que reside em todo meu ar temperamental. Mostra-me que me importo. Seja com o que for... eu me importo. No dia em que for indiferente... aí sim, saberei que a vida simplesmente não terá mais graça ou sentido para mim.

E que motivo a levou a dizer que não é uma mulher forte? Suas ponderações... demonstram o inverso.

Resposta:
Ah, meu bem... ter algumas certezas sobre o que julgo ser bom ou mal para mim, não me torna uma pessoa sábia ou forte. Apenas uma pessoa com um pouco mais de discernimento. Mas alguns traços meus... mesmo que condene, simplesmente não consigo mudar... Provavelmente sempre terei um forte afeto pelas pessoas. Provavelmente sempre sofrerei com seus descasos, ingratidão e com a eterna necessidade de ver aprovação em seus olhos. Provavelmente sempre terei medo de terminar só, algo que suponho ter me levado sempre a ser prestativa e a me importar tanto com as pessoas...

Percebo uma certa tristeza nessa declaração...

Resposta:
Meu bem há tristeza, porque hoje isso não me traz felicidade. Não me motiva a levantar de manhã e caminhar para o trabalho, ou a estudar, ou a gostar de gostar das pessoas. Ser capaz... de sentir... amor... só tem me levado a autodestruição.

Por quê?

Resposta:
Talvez... porque ainda não tenha encontrado o amor verdadeiro e recíproco. Este sim, aquele capaz de te fazer enxergar tudo de modo diferente e otimista... Capaz de fazer o ser humano não perder a esperança de ser mais humano. Quando você ama e é amado, é feliz, e conseqüentemente quer que todos sejam, então, de algum modo, passa a lutar por um mundo melhor...

Então, a senhora crê que o amor justificaria tudo? Toda a existência?

Resposta:
Eu acredito que nos torna seres melhores. Apenas isso. Mas esta já é uma outra longa história...
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Continua...

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

O ENCONTRO QUE O ACASO PROVIDENCIOU...

" E se desistires de viver, como sabereis como teria sido?"
(Esyath Barret)

A vida é engraçada, porque funciona como uma teia do tempo, onde muitas e muitas pessoas se cruzam, sem conhecerem-se verdadeiramente... mas uma sempre pode influenciar na vida da outra, mesmo quando é um completo desconhecido... e tudo está sempre de algum modo conectado...

Dona Clara era uma dessas típicas pessoas que vivem a reclamar da vida, que passam despercebidas na rua e na vida dos políticos, mas que nem por isso deixam de existir, dependendo do SUS para se tratar com algum médico, dependendo das longas filas do INSS para receber sua aposentadoria, e da boa vontade dos motoristas de ônibus, para subir em um... Se ela não houvesse se casado com um bêbado imprestável que morreu em um bar, talvez não tivesse herdado as dívidas do falecido, que acabaram levando embora todas as suas parcas economias e a feito presenciar a morte de seu único filho, que teve pneumonia, e ficou à deriva em um hospital salafrário, sem sequer ser atendido... E Dona Clara, um belo dia, saiu de sua casa de primeiro andar de periferia, vestida com seu costumeiro vestido estampado, e com seus longos cabelos brancos e finos presos em coque, rumo ao banco para sacar sua mísera aposentadoria, pensando nessa trajetória dolorosa de vida, quando foi derrubada no chão, no momento de atravessar a rua, por Seu Pedro.

Seu Pedro, sempre foi um homem simples, campestre, que migrou para a capital, como muitos camponeses, em busca de uma condição de vida mais digna. Lá foi obrigado a se submeter aos bicos que surgiram como pintor e pedreiro para sustentar seus quatro filhos pequenos, que um dia, no futuro, se tornaram doutores. Ele era considerado um homem ignorante e rude, mas tinha um bom coração, que foi sorrateiramente pisoteado por sua esposa, quando esta, o traiu com seu vizinho. A mulher foi tão safada, que foi embora com o tal vizinho e deixou os quatro meninos para serem criados por Seu Pedro. Então, seus filhos cresceram, formaram-se, e deram ao pai uma bela casa, com um belo carro. Mas Seu Pedro não se conformava em viver do que considerava uma caridade dos filhos, então, decidiu continuar a andar pelas ruas de São Paulo na sua velha bicicleta, para continuar a trabalhar... a diferença é que agora ele era o Dono da Construction´s Nordeste, e no dia em que ele estava atrasado, achando que conseguiria manter na bicicleta o mesmo ritmo de quando tinha trinta anos, pensava em todas essas coisas, quando acabou atropelando Dona Clara.

Quais seriam as chances de Seu Pedro e de Dona Clara, que tinham vidas tão diferentes, e para muitas pessoas, até mesmo insignificantes, se conhecerem no meio da Avenida Paulista? A resposta mais provável é: nenhuma. Mesmo assim... foi o que aconteceu.
Talvez se Dona Clara não houvesse se casado com aquele zero à esquerda beberrão, houvesse tido a oportunidade de terminar seus estudos, de ter um bom emprego e ter feito um casamento mais feliz... não teria sido forçada à testemunhar seu filho morrer por falta de assistência... mas também não teria conhecido Seu Pedro...
Se Seu Pedro não houvesse ido morar em São Paulo buscando melhores condições de vida, sua esposa provavelmente não teria se amasiado com seu vizinho, e ele não teria lutado tanto para ver seus filhos formados, apenas porque eles dependiam exclusivamente dele para sobreviverem... Mas aí Seu Pedro não teria andado de bicicleta pela Avenida Paulista, atropelado Dona Clara e a conhecido...

- Já se passaram dez anos não é Pedro?
- Sim Clara, minha querida!
- Você se arrependeu?
- Nunca! Se dependesse de mim... teria feito tudo novamente... apenas para poder conhecê-la!
- Até mesmo me atropelado de novo?
- Mas você apenas quebrou uma perna! E se recuperou rápido!
- Eu sei! Mas nunca imaginei realmente que naquele dia... eu fosse conhecer o homem que me atropelando, mudaria toda a minha vida! E pensar que eu pensava que tudo estava realmente acabado...
- E eu pensando que tinha atropelado e te matado... Quando você abriu os olhos, sorriu para mim e depois me chamou de imbecil, eu percebi que você era a mulher da minha vida...
- Pedro, fala a verdade! Você disse que eu era uma doida, por andar na rua sem prestar atenção... e depois que ficou me visitando no hospital para ver como eu estava... é que percebeu que gostava um pouquinho de mim, não foi não!?
- Clarinha, você tem que dar um desconto! Naquele dia eu estava atrasado e depois fiquei muito nervoso! Mas quando doei sangue pra você, por conta da sua perda de sangue... me senti ligado a você...
- Engraçado... nunca pensei que você fosse uma pessoa sensível Pedro. Desde o momento em que o conheci, você pareceu meio grosseiro, mas depois demonstrou tanta preocupação comigo, que comecei a vê-lo com outros olhos...
- E meus filhos gostaram de você desde o primeiro instante... apenas o Eduardo deu trabalho...
- Acho que ele pensou que éramos velhos demais para nos casarmos novamente!
- Mas hoje ele até a chama de mãe...
- É Pedro. Nunca é tarde para levarmos a vida que queremos, com as pessoas que amamos... embora, as pessoas pensem que isso é consolação de psicólogo...
- Mas se trata da vida real Clara. Descobrir que não se está morto e que ainda se é capaz de amar...

E assim, Pedro e Clara, como um casal típico de pessoas anônimas, que encabeçam filas bancárias, seguros de vida, engarrafamentos de trânsitos e derivados, continuaram a passar despercebidos na vida da maioria das pessoas, mas ainda assim, continuaram a existir e a serem felizes...

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Queridos amigos fiquei imensamente feliz em saber recentemente que uma frase minha inspirou um concurso literário na cidade de Lajeado, no Rio Grande do Sul, como pode ser verificado aqui. Isso me fez ver que não devo abandonar meu blog, pois ele desperta o melhor de mim: a capacidade de escrever com amor e raciocínio. Agradeço a todos, as contantes visitas e prometo (novamente) atualizar constantemente as visitas que devo a todos vocês, bem como, as respostas aos comentários que sempre me deixam. Confesso que me afastei um pouco porque estava sem inspiração e também porque estou me dedicando a um romance... que toma um certo tempo... Mas espero conseguir conciliar tudo.

Beijos (Des)conexos!

Esyath Barret

Sexta-feira, Maio 22, 2009

POR QUE? O PORQUÊ? PORQUE...

" E tu partiste e te odiei.
E quando te odiei me desprezei.
Roguei por teu regresso.
Implorei por teu sumiço.
E gritando, suspirava e chorava.
E naquele vai-e-vem
de raiva, dor e saudade
tudo entendi:
era o fim."
(Esyath Barret)

Queridos leitores e amigos blogueiros, passei por mais um lapso criativo que me manteve afastada deste espaço que tanto adoro e de vocês. Mas retorno com força total. Em momento algum os esqueci ou deixei de visitá-los. Apenas me mantive nas sombras de Gotham City, vendo vocês escreverem, produzirem e arrancarem de mim admiração, surpresa, tristeza e uma sucessão infinita de bons ou surpreendentes sentimentos com seus versos, sátiras, críticas, contos, hai-kais... e afins... Acho que publicar o livro mexeu mais comigo do que eu supus que pudesse acontecer... Após minha formatura, e a pressão social de tudo o que ando vivendo... acabei passando a crer que havia esquecido a razão de escrever e de amar escrever... Mas agora me lembrei porque sempre escrevo, verso, conto, historio e romantizo com as letras... Na próxima Entrevista com a Minha Mente... talvez fale um pouco sobre esse momento tão pessoal...
P.S.1:Estarei respondendo aos comentários e visitando a todos.
P.S.2:E só para constar... a foto foi tirada por mim... e me inspirou ambos os versos... tanto os ditos na epígrafe pela bela donna... quanto os dito logo abaixo pelo nostálgico amante... Trata-se de mais uma História (Des)conexa contada em versos...

Beijos (Des)conexos!
Esyath Barret

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A dama que me amou...

Um fio dourado em preto-e-branco se transformou...
E os cabelos perderam o ar selvagem para um coque comedido...
E tua mão que um dia me tocou... Perdeu-se apenas em teu pescoço...
E hoje, neste quadro.... Não reconheço esta Monalisa...
Uma que me dá as costas... E me obriga a indagar:
Fazes isso com prazer por desprezar-me?
Esquecestes-me com lágrimas nos olhos?
Ou puramente... não mais sabes quem sou?
***
Esyath Barret

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

EU POSSO CHAMAR ESTE LIVRO DE NOSSO?

"E o sonho de ser lida é real.
E a vontade de ser admirada... torna-se possível...
Estou falando de mim ou de toda a humanidade?"
(Esyath Barret)

Era uma vez...

uma típica garota sem-noção que acalentava o sonho de ser escritora... um belo dia uma admirável mulher conhecida por aqui como
LOBA, a convidou para participar da publicação de um livro, escrevendo no mesmo, e assim, a jovem típica garota sem-noção, prática e ao mesmo tempo romântica em excesso (Isso é uma censura velada!?) realizou seu sonho de saber que outras pessoas poderiam ler aquilo que a sua mente (des)conexa era capaz de produzir na forma de letras e de várias histórias... Surgindo assim um livro exótico e intenso chamado “LETRA CRUA NA PELE NUA”, onde vários escritores puseram suas histórias com o intuito de aquecer almas-ávidas-por-paixão em uma instigante literatura erótica...
O fim da história? Ah... bem é que o livro está logo acima como se percebe... e quem quiser adquiri-lo para saber o que uma jovem apaixonada e inexperiente conseguiu imaginar... e dizer... só precisa comprá-lo entrando em contato com a mesma...
por aqui em seu email: esyathbarret@hotmail.com. Mais informações na Editora.

Beijos (Des)conexos!

Esyath Barret

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Todos os autores, a seu modo, buscaram demonstrar paixão, romance, prazer... mas o que pode-se vislumbrar aqui é que relataram histórias que fazem de nós seres humanos... sempre dispostos a amar... ou a sermos amados...


Alguns trechos do livro...


Esyath Barret - “A primeira vez em que o vi, senti-me hipnotizada, seus olhos azuis, frios como o Atlântico, me atraíram irracionalmente, me incitando a ter vontade de mergulhar neles...”

“Supus que ele não me encontraria, porém a verdade é que me acharia mesmo que eu estivesse no inferno, uma vez que ele estava no meu coração...”

“Quando imaginei que não havia mais o que pudéssemos compartilhar, ele se uniu a mim de corpo e alma, me fazendo cravar as unhas nele na primeira investida pela dor que senti, parecia que a minha carne se despedaçava por dentro, me fazendo abafar um grito entre os dentes, a ponto dele me olhar nos olhos e saber a verdade que não precisava ser dita: ele era o primeiro a me tocar.”

Igor K. Maciel - "Meu colchão é pequeno para o que quero fazer contigo, meu talento insignificante para te impressionar como gostaria, minhas paredes são finas para abafar teus gritos, meu vocabulário é limitado para descrever o prazer que me dás e, mais que tudo, minha vida é muito curta pelo tempo que eu quero passar ao teu lado..."

Adelaide Amorim - "O desejo dele se fortalecia, era palpável, atravessava seus caminhos, penetrava por seus poros e já quase a escravizava, enquanto mergulhava na escuridão riscada de gritos que a deixavam..."

Aline Belle - "Senti meus dedos titilarem, querendo tocá-lo, fazê-lo meu. Segurar, tatear e sentir sua solidez. A dúvida era se devia ou não quebrar minhas promessas em manter distância, desfazer meus planos, perder todo o resultado que já havia atingido, superar outra vez as crises de abstinência..."

B. - "Amavam-se primitivamente, naquele momento apenas eles dois e o amor de ambos existiam, não havia mundo, não havia obstáculos, não havia impedimentos, nada havia, apenas o que sentiam..."

Dama de Vermelho - "Esbarrar nele todos os dias fazia mal a minha pele. Eram arrepios tão profundos que os poros se abriam incontinentes. Olhá-lo nos olhos, nem pensar. Não sabia o que ele causava em mim, como deixar que ele soubesse?..."

Dira Vieira - "Poderia dizer o nome dele publicamente? Certamente que o mundo romperia em dois e cairia sobre a sua cabeça. Doida. De pedra. Era assim que Suely se xingava ao espelho. Culpando até a última geração pelos calafrios que sentia toda vez que pensava nele..."

Srta. Bia - "Trancou a porta. Ele estava fumando. Ela detestava esse hábito, mas gostava do cheiro. A sala era iluminada pela penumbra da noite. Feixes azulados refletiam pela cortina.
– Tire a saia!
- Não!..."

Zeca - "Sabia que aquele corpo de sombras desejava e amava o seu. Sua vontade era entregar-se sem luta e deixar-se amar e possuir totalmente, sem perguntas, sem respostas..."

The End.

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

UMA HISTÓRIA QUALQUER DE AMOR E TAL...

" Me escondo de ti em uma tola máscara.
Mas não estaria tua máscara... me escondendo ainda mais de ti?"
(Esyath Barret)

A CRISE DA DÚVIDA

Por Esyath Barret

- E se o final não for feliz para sempre?
- Nunca teremos como saber!
- Se nunca saberemos... é porque não chegaremos ao final?
- Não, é apenas... porque o final não existe... afinal, não é para sempre?
- Então... nos amaremos eternamente?
- Nós nem sabemos se nos amamos!
- E como... poderíamos saber?
- Tentando oras...
- Ou se sabe se ama, ou se sabe que não se ama. Não existe esse negócio de tentar... Você me ama ou não?
- Eu posso dizer que sim! Todo mundo fala isso o tempo todo. Mas seria indecente...
- Por quê?
- Porque o amor só deve ser confessado quando a certeza existir... e isso só acontece com o tempo e com a convivência...
- Ufa!
- Que foi?
- É que eu estava com medo... de confessar que também não sabia se te amava...
- O QUÊ? VOCÊ NÃO ME AMA?
- Mas... você disse...
- Eu falei genericamente. Não estava falando sobre nós...
- NÃO????? NÃO FOI O QUE PARECEU!
- NÃO GRITE!
- VOCÊ GRITOU PRIMEIRO!
- Desculpe... talvez devêssemos discutir a relação...
- E não é o que estamos fazendo?
- Não... estamos apenas passando por uma crise econômica...
- Econômica???????
- Claro... estamos economizando nossos sentimentos... nos poupando da verdade...
- Que verdade?
- Talvez... temamos... não nos amarmos... ou pior... não sermos amados...

Simeão vê lágrimas nos olhos de Magdalena, a abraça e diz:

- Eu... te amo Lena.
- E se não for verdade?
- É claro que é... agora tenho certeza... e nunca mais quero ser o responsável por suas lágrimas.
- E nem eu... Simeão... quero ser a responsável... por sentir que o forcei a alguma coisa...
- Como assim?
- Acho que você afirma me amar, para ser poupado do incômodo de me ver chorando. Acho melhor... nos afastarmos...
- NÃO LENA! POR FAVOR!
- Eu não posso ficar ao lado de um homem...
- QUE TE AMA COMO EU???????
- Mas... e se eu não o amar?
- Não importa... desde que eu consiga te fazer feliz. Isso sim me importa!
- Simeão... você ficaria comigo... mesmo sem eu te amar?
- Sim Lena. Desde que você seja realmente feliz... – Afirma ele sério, fitando-a nos olhos...
- Eu também te amo Simeão. Muito. Jamais questionarei nossos sentimentos novamente.

E assim, o jovem casal de enamorados... concluiu que a certeza surge quando deve surgir, nem antes, nem depois.

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Estou grata a todos pelos comentários do post anterior e por terem aparentemente apreciado o poema que eu aparentemente escrevi sem tolerar. - risos - Estou linkando alguns de vocês e claro... respondendo a todos os comentários.

Beijos (Des)conexos!

Esyath Barret

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

E SE O QUE DESEJO NUNCA ACONTECER? O QUE SERÁ DA ESPERANÇA?

Os dias passam, o sol continua a brilhar,
e seu calor me aquece com a mesma força
de ti em minhas memórias.
(Esyath Barret)
Hoje publico um verso que escrevi há alguns dias, na verdade não foge do tema do blog, pois se trata de uma típica história (des)conexa:
Uma eterna romântica que nunca cansa de esperar por seu amado, e que em versos curtos, conta sua história e sua angústia... as vezes nós... seres humanos... nos apaixonamos por ideais... que jamais se tornam reais... e as vezes... o real desaparece... permanecendo sua forma apenas em nossas recordações... e com o tempo... tememos acordar... e entender que nada daquilo foi realmente real... Mas quem nunca esperou seu amante um dia, temendo que ele jamais viesse que atire a primeira pedra!
que os sonhos de todos nós em 2009 se realizem!
TEMER

Temo dormir
e nas profundezas
do sono te perder.
Temo acordar
e na claridão
do real te esquecer.
Temo a temeridade
de tua inexistência.

Esyath Barret
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QUE A FELICIDADE QUE SINTO HOJE SE ESTENDA A TODA A HUMANIDADE...
OBS1.: TODOS OS COMENTÁRIOS DO POST ANTERIOR FORAM RESPONDIDOS!
OBS2.:OS DESTES ESTÃO SENDO RESPONDIDOS A MEDIDA QUE COMENTAM!
OBS3.:OBRIGADA PELOS BONS VOTOS DE UM ANO NOVO FELIZ. DESEJO O MESMO A TODOS.

Sábado, Dezembro 13, 2008

QUEM É REALMENTE ESSA MENINA CHAMADA MENTE?


Todos temos dois lados e duas respostas.
Mas qual deles aceitamos realmente?
(Esyath Barret)
Estive pensando várias vezes sobre a minha mente. Ela é uma protagonista com história própria, independente, mas ao mesmo tempo, só consegue se verbalizar através de uma aliada, a minha boca, quando expresso palavras sussurradas ou em voz alta. É voluntariosa, arrogante, sagaz, filosófica, puritana, liberal e preconceituosa, uma mademoiselle paradoxal. Como alguém pode ficar presa em um tal de meio-termo? Este é o caso de minha mente... uma boa amiga e uma terrível inimiga...Querem ver? Vamos à segunda entrevista...
Srta. se considera capaz de amar?

Resposta: sim, mas não da maneira generosa e utópica que os poetas versam. Busco ver quem amo feliz, mas como o faço a meu modo, estou certa de que sou egoísta, pois por mais que passe por cima de minhas próprias necessidades, não aceito críticas e censuras, agindo do modo que me convier, mas desde que o método adotado jamais fira a minha consciência e meu bem-estar.

Srta. o amor não é um sentimento generoso e oposto ao egoísmo?

Resposta: sim, é generoso, pois luta acima de tudo pela felicidade dos amados, mas não é contrário ao egoísmo, pois é um sentimento que tem uma lógica própria e não se adapta a novas idéias, ou seja, age com arrogância, crendo que sabe o que é conveniente e necessário para si e para o ser amado, e não seria a arrogância uma das muitas variações do egoísmo?

Srta. acha que a generosidade do amor está em abrir mão do ser amado para vê-lo feliz a qualquer custo, caso seja necessário?

Resposta: não, a generosidade reside na luta diária do ser humano se esforçar para encontrar um meio de ser feliz e claro, de fazer o ser amado feliz. Agora, quando o homem abre mão de alguém que ama por estar certo de que esta pessoa será mais feliz ao lado de outra pessoa, sem lutar para que esta seja feliz a seu lado, não está sendo generoso, mas, covarde por se recusar a enfrentar as dificuldades, fraco, por se menosprezar quando crê que é incapaz de fazer aquela pessoa feliz, e, extremamente arrogante, uma vez que se recusa a aceitar novos pensamentos e idéias que sejam distintos daqueles em que crê, logo, não pode ser considerado um mártir, mas um completo tolo egoísta.

Srta. então quem é que pode ser considerado um herói?

Resposta: meu bem, esta resposta é uma das mais simples! Aquele que luta bravamente para convencer o ser amado, de que é o único capaz de fazê-lo feliz, mas que é plenamente capaz de reconhecer que perdeu este duelo, e ainda assim, ser digno o suficiente para aceitar que não foi insuficiente para esta ou aquela pessoa, mas que todo o amor que existe em seu coração ainda não encontrou o amante certo. Aliás, como não há gravado em si como uma tatuagem o amante certo, é preciso se tentar descobrir quem é seu par perfeito de algum jeito, e que modo melhor há de se encontrar esta resposta, senão ir tentando amar os que cruzam nossos caminhos!?

Srta. o amor pode ser considerado um duelo?

Resposta: sim, pois cada um dos lados, tenta mostrar seu jeito de amar, e ambos devem andar unidos, e não em lados opostos, mas até que as pessoas compreendam isso, vão tentando submeter o ser amado a suas vontades e maneirismos. Além disso meu bem, não deixa de ser um duelo também sob outro prisma: o ser humano tenta lutar contra o amor, não aprecia se submeter a ele, pois teme encontrar em si grandiosidade e claro, mudar totalmente seu jeito de pensar, sentir e viver. Mas todos de algum modo, um dia se rendem. Seja amando a família, ou um completo estranho sem vínculos sanguíneos. Aliás considero este o amor mais interessante...

Srta. que tipo de amor é mais interessante?

Resposta: o amor que busca a alma que nos predestinada. Amar a família é muito fácil, pois crescemos com ela, ela nos protege, educa, em geral, mesmo quando discordamos dela, está lutando por nosso bem-estar, então isso é até mesmo comum demais, pois somos programados genética e socialmente para amarmos nossos pais, irmãos e parentes de um modo geral. Agora... amarmos aquelas pessoas que cruzam nossas vidas, mas que não temos a menor idéia de onde vieram, ou para onde realmente vão, apenas porque elas são como são, é... difícil, extremamente humano e nobre.

Srta. já amou alguém de verdade?

Resposta: sim, a minha mãe e os meus irmãos. Mas este é um daqueles amores genéticos, então não conta...

Srta. ninguém mais despertou sua capacidade humana de amar?

Resposta: não, e mesmo sendo prática o suficiente para saber que isto pode nunca vir a acontecer, eu continuo a esperar... e de um modo sutil e pouco prático... a procurar. Acredito que sou capaz de amar, mas sinto que apenas se uma pessoa de um coração realmente forte e instigante, em mim, esta capacidade despertar.

Srta. qual a razão de nunca ter amado, ou de acreditar que o amor existe?

Resposta: meu bem, esta é uma outra longa história...
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Meus amigos, sinto sinceramente ter me afastado da blogosfera, mas é que estou me formando e a minha monografia estava me roubando todo o tempo livre, além de angustiar minha mente, pois eu temia não conseguir terminar, mas para felicidade geral da nação, deu tudo certo, consegui escrever, apresentar oralmente o trabalho, e com um digno 9,5, passar!
No próximo dia 23 colo grau e até lá, apenas me dedicarei ao que der prazer, e claro, aos cansativos preparativos para as festas! Estou respondendo a todos os comentários que aqui deixarem e visitando vocês que tanto admiro, aos poucos! Espero que esta entrevista honesta comigo mesma e postada acima seja uma forma digna de retornar à minha maior paixão: a escrita.
Beijos (Des)conexos!